sábado, fevereiro 25, 2006

La Molina

Meus amigos... uma semana mais sem cá vir é o que irá acontecer.
Estou prestes a largar vôo para uma outra aventura...

"Lords Of The Boards"

I've got the snowboard under my feet
I can fly so high, I can fall so deep
But who do I see comin' up the track
A little green man with the snowboard on his back

He said: And now I'm flying like an angel to the sun
My feet are burning and I grab into another world

With the lord of the boards you'll come and get around
With the lord of the boards, go mad like a clown

I can stay behind him if I can
I wanna be a little more than an "also-ran"
Through every curve He's got me beat
And maybe it's time that I accept defeat

And now I'm flying like an angel to the sun
My feet are burning and I grab into another world

With the lord of the boards you'll come and get around
With the lord of the boards, go mad like a clown


La Molina... cá vou eu... ;)

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

What if God smoked Cannabis?

If god had long hair and a goatee
And if his eyes were pretty glazed
If he looked spaced out
Would you buy his story

Would you believe he had an eye infection?

And yeah yeah god looks baked
Yeah yeah god smells good
Yeah yeah, yeah yeah yeah
What if god smoked cannabis?
Hit the bong like some of us
Drove a tie-dyed microbus
And he subscribes to rolling stone

If god made this place, in the beginning
Did he plant any seeds?
Or did he put them there for Adam and Eve
So they’d be hungry for the apple
That the snake was always offering

And yeah yeah god rolls great
Yeah yeah god smells good
Yeah yeah, yeah yeah yeah
What if god smoked cannabis?
Do you suppose he had a buzz?
When he made the platypus
When he created earth our home
Does he like pearl jam or the stones?

And do you think he rolls his own
Up there in heaven on the throne
And when the saints go marching home
Maybe he sits and smokes a bowl

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O vedor

Vedor é um perito na descoberta das nascentes de águas.
Hoje estive com um.
Diz-se que nunca falhou um furo!
Quer isto dizer que tem perícia na arte de descobrir lençóis freáticos.
Percorremos, a pé, o perímetro de uma herdade com 60ha.
Eu, o meu pai e dois senhores de uma empresa de furos, parecíamos uma trupe, sequiosos do conhecimento dos antigos.
Ao fim de algum tempo, alguém diz: "Raio do homem que anda que se farta!"
O vedor agarrava com as mãos nuas, uma fita metálica retirada de um relógio antigo.
Dobrado em forma de omega, aquele pedaço de aço colocado junto ao ventre do artista, avisa quando debaixo do solo, existe água.
"Eu sou muito céptico quanto a estas coisas" Disse o homem dos furos que, ironicamente, o havia contratado para aquele trabalho.
De tempos a tempos, a fita metálica ganhava vida! Desafiava a força imposta pelas mãos do vedor e dobrava-se sobre si mesma, indicando o local onde se encontrava água.

"Tenho de descansar" Afirma. Os seus olhos azuis brilham e sorri com agrado.
"Dói-lhe as mãos" diz, por sua vez, um dos homens... "É que aquilo da fita faz muita força!".
"Não é por isso" retorque o vedor - "É que enfiei um prego no pé noutro dia e dói-me quando ando! Além disso aproveitamos para conversar porque o que eu gosto é de palheta!". E riu-se.

Esta estória, aparentemente, não tem nada de mais. No entanto, o que me fascinou, foi o facto de este senhor simpático ter setenta e tal anos e, apesar de ter o pé ferido, era a pessoa que mais alegre e fortemente caminhava.

O carro tinha sido deixado longe. Para não andar tudo de novo para trás, resolveu saltar a cerca da propriedade junto à estrada pública e esperar pelo transporte. Resolvi ir com ele. Chegados a um ribeiro, apontei-lhe um caminho alternativo para o contornarmos, uma vez que se encontrava repleto de água. Claro está que não conhecia aquele homem... Depois de me dizer qualquer coisa como "salto já aqui", olho para trás e vejo-o voar para depois aterrar em terra firme.

Com passadas largas junto-me a ele já perto da vedação. Não há passagem... Desta vez já não fico surpreendido quando o vejo atirar-se à rede e começar a trepá-la. Sendo bem mais alto que ele, não me foi dificil, com um gesto rápido pular para o outro lado. À minha frente, em cima do tronco que sustentava a rede da cerca, está um velho novo. Braceja os braços enquanto se prepara para saltar. Desta vez resolvo agir rápido. Agarrei-o debaixo dos braços e icei-o por cima da vedação antes que a coragem se tornasse sua inimiga e o projectasse estatelando-o no chão.

O homem ri-se e diz-me que tem mesmo de ir ao médico ver aquilo do pé. "Pois é digo-lhe eu. Andar durante tanto tempo com uma ferida dessas não é nada bom!".
- "O pior sabe... foi o bailarico de ontem"
Os minutos seguintes passei-os a ouvir como se tinha divertido com uma máquina nova. "Ela era nova e velho com máquina nova funciona sempre" explica-me.

Depois, olha-me com os olhos a brilhar e diz-me a sorrir... "A vida é isto mesmo, não é? Há que vivê-la intensamente e nada melhor que nos braços de uma mulher".